Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

O nó aperta sobre quem verdadeiramente trabalha.

Serei só eu, talvez por ser de letras, que acho que empobrecer e estrangular cada vez mais os trabalhadores e a população portuguesa tem apenas como consequência directa afundar as empresas nacionais e o país?

Domingo, 28 de Agosto de 2011

Algumas fotos das férias

 Praia da Luz, Algarve 


 Lagos, Algarve

 Vista da Vila da Luz, Algarve 

Ponta de Sagres, Algarve

Deste ponto D. Henrique teve a visão do que queria para Portugal, estando lá consigo imaginar os sentimentos que possivelmente lhe terão passado pela cabeça. 
Na minha (cabeça) ficou a visão clara de qual o caminho que temos que trilhar. Hoje, como naquela altura, a nossa hipótese é encarar o mar e perceber que esse é o caminho a percorrer. Fomos e temos de voltar a ser uma potência marítima, temos de assumir a nossa centralidade atlântica e perceber que somos a melhor porta de entrada para a Europa. Temos uma riqueza com que alguns apenas podem sonhar por explorar e se não o fizer-mos outros tomam o nosso lugar.  
A importância do mar esteve nestes últimos anos na agenda política, na agenda do governo. Espero que não saia pois será uma catástrofe para o nosso pais.
Estar na ponta de Sagres é inspirador até para os mais desinspirados, mas ao olhar para aquele penhasco fica também a ideia de que se formos mal conduzidos cairemos dele para o abismo. 


   
Serra da Estrela 
Espero que os tons cinzentos e castanhos que vestem parte da Serra actualmente se transformem rapidamente em verde de esperança.


 
Vila Viçosa, Alentejo 


Évora, Alentejo 

O Corredor

Após acabarem as aulas tive a hipótese de escrever um pouco de forma mais lúdica, algo que já não acontecia faz algum tempo. Fruto da vida atarefada que todos temos de levar, fruto de algum desleixo, fruto de alguma falta de inspiração, não sei. 

Cai a noite... dois vultos saem do carro parado ao fundo da rua. Duas capas negras, dois chapéus, quatro pares de luvas de cabedal preto e brilhante, quatro sapatos de sola ecoam como o único som na noite quente. Se não estivéssemos cá diria que eram da Gestapo.  
Por um longo corredor escuro e cinzento, duas sombras vão caminhando em direcção a uma porta fechada.
É tarde, em plena noite de verão. São 2 ou 3 da manhã, a lua brilha no céu, como única luz que tudo obscurece.
Ouvem-se os passos pesados dos quatro sapatos de sola a bater no soalho de madeira, perfurada pelo bicho e desgastada pelos anos de escuridão. Já lá vão quase 40.
Cada bater de sapato soa a um tiro na clandestinidade, é o arranque de um motor poderoso que arrastará uma vida para a extinção.
O fumo dos cigarros comprados ao início da noite, no café da esquina, enche o corredor e leva consigo a esperança de não ser descoberto.
É tempo...
Com o erguer da mão direita e com o punho cerrado bate três vezes. Três marretadas a ecoar pelo corredor, pela escada, pela porta da rua. Num corrupio sem fim.
Fora descoberto! Ficaram estarrecidos, com o medo do que significava esta visita tardia. Ele sabe, sempre soube que este dia chegaria... ela agora também.
Abre a porta com a altivez e a dignidade de alguém verdadeiramente livre. E com um rasgo de força deixa-se apartar por este ser cinzento que lhe pega docilmente com as suas mãos de ferro.
O outro... o outro fica a agarrá-la para garantir que a dor é ainda mais forte. Como uma foice a cortar a erva fresca, a separar a raiz da espiga.  
Está feito, fica o som no ar. Os quatro sapatos, que batem na madeira com a cadencia de uma marcha, são agora acompanhados pelo arrastar suave dos chinelos de pano cru. De braços caídos e pernas esticadas, enquanto é levado pelo corredor, pelas escadas, pela porta da rua. Deixa no ar a sua liberdade, contagiante... substitui o fumo do tabaco pelo cheiro forte da auto determinação que começa a florir.
Enquanto é metido dentro do carro que os espera no final da rua, solta o grito surdo de não o poderem vencer.
Ela ficou para trás. E com ela ficou toda a dor que conhece. Para onde vai... não o pode seguir, pelo menos agora. Mais tarde, com toda a certeza do mundo, sente-o em cada linha da sua pele, voltar-se-ão a reunir. Noutro espaço, noutro tempo, mas a dor está lá. Ficou retida naquele pequeno apartamento, ao fundo do corredor escuro, de soalho de madeira perfurada pelo bicho e desgastada pelos anos de escuridão. Já lá vão quase 40.    

O pequeno espaço, que outrora fora habitado por uma força enorme que carregava em si todas as coisas boas que ele e ela tinham para oferecer ao próximo, ficou agora a transbordar com a luz da lua, que tudo obscurece e que não deixa espaço para quase nada. Fica apenas no canto inferior direito, junto ao rodapé o pequeno craveiro de flores vermelhas que vão começar a abrir com os raios de sol da manhã.                       

Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

Portugal, que futuro?

Por convicção, não tenho qualquer tipo de preconceito contra a iniciativa privada e o mesmo posso dizer da iniciativa pública. Tenho para comigo que tanto o sector empresarial privado como o sector empresarial do estado devem de coabitar em concorrência, sem que nenhum deles seja prejudicado. Tenho ainda a convicção que certas áreas de investimento ou negócio não devem ser privatizadas por constituírem sectores vitais para a manutenção do estado de direito.

Assim sendo temos de ter muita cautela quando exercemos o poder público no sentido de influenciar o mundo empresarial.

Parece-me que querer proteger o estado em demasia é tão mau como “vender todos os anéis”. Quero com isto dizer que se é mau ter Golden Shares que dão poderes especiais na administração de certas empresas (caso da PT) não é melhor, bem pelo contrário, vender todas as empresas que dão lucro ao estado. É necessário ter uma visão clara do que se pretende para o pais, pesar todas as soluções, e decidir pela melhor, não em função dos interesses de algum grupo económico, mas de acordo com as necessidades de Portugal e dos portugueses.

Uma visão de estado democrático equilibrado e promotor de economia, a meu ver, contempla necessariamente a manutenção dos serviços de água e de electricidade sob a alçada do estado, assim como deveria ser o caso de outro sector com forte influência na balança energética que é o caso do sector petrolífero.

Se a electricidade é um bem que aparentemente pode ser concorrencial, todos sabemos que tendo em conta o número existente de empresas, este sector será sempre um monopólio ou será sempre dominado por um conjunto pequeno de empresas que podem combinar as tarifas entre si. Fazendo elevar os preços por forma a aumentar os lucros. Temos também de ter consciência que se trata de um sector vital para a sobrevivência económica do resto das empresas e dos cidadãos, por isso os preços têm de ser controlados de forma equilibrada, justa e por uma entidade que não olhe egoisticamente para si, mas para o futuro do pais. A título de exemplo lembremo-nos do que acontece com as empresas petrolíferas, onde se encontra a GALP. Quantos de nós quando vamos na auto-estrada não vemos os quadros informativos de preços? Todas as empresas têm o mesmo preço, é a completa subversão da livre concorrência e um atentado aos bolsos dos consumidores. 
  
A mesma realidade se passa com as águas, com a agravante de que este sector lida com um bem essencial à vida e portanto que não deve ser possuído por ninguém. As águas tem obrigatoriamente de ser de todos, correndo o risco de dar um poder inesgotável sobre a vida das pessoas a uma entidade privada.
       
Como recentemente afirmei no exercício das minhas funções públicas, “não sendo matemático, e muito menos economista, parece-me a mim que se uma família está em dificuldades o melhor passo não é vender o pouco que lhe dá lucro, mas sim tornar lucrativo o que dá prejuízo ou se houver alguém interessado vender essa parte”.

Desta forma, as privatizações a que o governo se propõe não se tratam de um imperativo para a sobrevivência do pais, nem sequer foi acordado com a troika, trata-se pura e simplesmente de uma opção ideológica de um neo-liberalismo desenfreado. Do mesmo neo-liberalismo que provocou a crise internacional com consequências mundiais. Liberalismo esse que se voltou para os estados quando se viu aflito e que agora volta as costas a quem o ajudou.

É com esta visão anti-estado que este governo vende a pouca riqueza que Portugal tem aos grandes grupos económicos, para que possam ser estes a lucrar.

É ainda com esta visão anti-social que este governo só vai vender o que é lucrativo ou o que pode ser convertido em lucrativo mantendo todas as áreas deficitárias sob o seu controlo.

Vejamos, pretende vender a RTP 1 (que pode ser lucrativa à imagem de SIC e da TVI), mas mantém a dois que é muito menos atractiva. Pretende conceder a exploração da CP Carga, dos ramais de Sintra e Cascais (que são lucrativos), mas mantém a restante estrutura que é deficitária. Pretende alienar a ANA, a participação na PT, a EDP, TAP, GALP, REN e parte das Águas de Portugal, mas terá sempre de pagar estes serviços e deixará de receber os seus dividendos.

Será este o caminho?

De acordo com o economista Eugénio Rosa, no seu recente estudo “a privatização das empresas públicas, para além do estado perder alavancas importantes de desenvolvimento e lucro, irá contribuir para agravar ainda mais o problema do défice e da dívida externa portuguesa”. Segundo o mesmo estudo esta situação de venda de património pode “aliviar a situação transitoriamente”, mas traduzir-se-á numa “perda de importantes fontes de receita para o estado” e constituirá “uma causa permanente de transferência de lucros e dividendos para o estrangeiro, agravando o saldo negativo da balança de rendimentos e, consequentemente, do défice e da dívida externa.

Em suma, parece-me que é inevitável que todos “apertemos o cinto” e aprendamos a fazer o mesmo, ou melhor, com menos recursos. Temos de nos educar a racionalizar custos, mas em momento algum temos de nos vender ao capital estrangeiro ou aos grandes grupos económicos, Portugal continua a depender de si para sair desta crise. Temos o conhecimento, temos as empresas e temos os trabalhadores necessários. Falta arregaçar as mangas e trabalhar. Nenhum dicionário apresenta melhorar como sinónimo de vender!


Mário Balsa                             

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

A Força das Ideias

A obrigação do PS é debater, sem medos e sem preconceitos, o seu papel e o seu lugar na vida política portuguesa, honrando o passado e os contributos dados na construção do Portugal democrático e promovendo as rupturas necessárias para construir o futuro.

É com esta base programática que pretendo lançar o debate e um projecto de refundação do Partido Socialista. A obrigação do PS é constituir-se ao longo dos próximos tempos como uma alternativa credível – uma alternativa de esquerda democrática, responsável, sólida e coerente. Para isso, será necessário tempo, imaginação e consistência: três palavras para um projecto de futuro para Portugal.
Francisco Assis

Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

20 razões para ser do Sporting!

1. O SPORTING é o único grande Clube nacional que não alterou o seu ano de fundação.
2. O SPORTING é o único Clube do Mundo que, neste momento, tem dois museus oficiais (Lisboa e Leiria).
3. O SPORTING possui o Jornal de clubes mais antigo do Mundo (o primeiro número foi publicado a 31 de Março de 1922).
4. O SPORTING detém o jogador mundial com melhor média de golos em jogos do Campeonato Nacional (Fernando Peyroteo com 1,68 golos/jogo).
5. O SPORTING cedeu o 1.º jogador português à Selecção da Europa: José Travassos em 1955 (vitória da Selecção da Europa à Inglaterra por 4-1, em Belfast).
6. O SPORTING é, actualmente, o único Clube mundial que formou dois FIFA World Player: Luis Figo (2001) e Cristiano Ronaldo (2008).
7. O SPORTING desde o início das competições europeias de clubes, só é ultrapassado em n.º de participações pelo Real Madrid (54) e Barcelona (53). Os Leões somam 51.
8. O SPORTING apontou o 1.º golo na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em futebol: João Martins frente ao Partizan de Belgrado, a 4 de Setembro de 1955.
9.O SPORTING tem 22 taças europeias conquistadas, o Real Madrid 26 e o Barcelona 66. No entanto, somente os «leões» e o Barcelona venceram em quatro modalidades distintas.
10. O SPORTING ainda hoje detém recordes nos títulos europeus conquistados (excepto andebol):
» Atletismo: Único Clube europeu com vitórias em pista e cross: por 2 vezes sagrou-se hexacampeão em cross.
» Hóquei em patins: Maior goleada de sempre por 33-1 ao H. Gujan (França), nos quartos-de-final da Taça CERS, em 1983/1984.» Futebol: Maior goleada de sempre por 16-1 ao Apoel Nicósia (Chipre), nos oitavos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças, em 1963/1964.
11. O SPORTING é o 2.º Clube europeu com maior n.º de atletas olímpicos (109 até Pequim’08) a seguir ao Barcelona. No entanto, estes 109 atletas «leoninos» actuaram em 10 modalidades distintas e, os do Barcelona, apenas em seis.
12. O SPORTING é o único Clube nacional (e dificilmente haverá outro na Europa e no Mundo), que nos últimos 48 anos teve atletas em todos os Jogos Olímpicos realizados.
13. O SPORTING, desde que existe o Comité Olímpico Português, esteve em 24 dos 28 Jogos Olímpicos realizados (apenas ausente em 1920, 1934, 1936 e 1956).
14. O SPORTING é a equipa portuguesa com mais medalhas olímpicas conquistadas (8 no total: 3 de ouro, 4 de prata e 1 de bronze).
15. O SPORTING teve o 1.º atleta nacional a participar nos Jogos Olímpicos (António Stromp, em Estocolmo – 1912), bem como o 1.º atleta nacional a conquistar uma medalha de Ouro (e a ouvir o Hino Nacional): Carlos Lopes em Los Angeles – 1984 – , na difícil prova da maratona.
16. O SPORTING detém a maior goleada da história dos Campeonatos de Portugal (18-0 ao Torres Novas, em 1927/1928), dos Campeonatos Nacionais (14-0 ao Leça, em 1941/1942) e das Taças de Portugal (21-0 ao Mindelense, em 1970/1971).
17. O SPORTING detém o recorde de golos (por equipa) numa só época do Campeonato Nacional: 123 golos em 26 jornadas (época 1946/1947) com uma média fantástica de 4.7 golos por partida.
18. O SPORTING, segundo uma reportagem da BBC, está num patamar superior ao Ajax: “O clube holandês é considerado um clube de topo na formação. Um estatuto apenas igualado pelo Sporting. Os «leões» possuem, no entanto, uma Academia mais bem apetrechada”.
19. O SPORTING é o Clube que mais jogadores cedeu à Selecção Nacional em fases finais do Campeonato do Mundo de futebol (24 no total vs 21 do Benfica e 18 do Porto).
20. O SPORTING assume a sua dimensão mundial quando olhamos para os 380 Núcleos, Filiais e Delegações espalhados pelos cinco continentes, sendo o único Clube nacional com esta presença universal e verdadeiramente global.
Muitas mais existem, mas estas são 20 grandes razões para se ter muito orgulho em ser do Sporting!!!!!

Domingo, 12 de Junho de 2011

D. Fernando II e Glória

A D. Fernando foi o último navio de guerra inteiramente à vela da Marinha Portuguesa. Foi construída em Damão, na Índia Portuguesa, sob a supervisão do engenheiro construtor naval Gil José da Conceição, por uma equipa de operários indianos e portugueses, liderados pelo mouro Yadó Semogi. Na sua construção foi usada madeira de teca de Nagar-Aveli. Depois do lançamento ao mar, em 22 de outubro de 1843, o navio foi rebocado para Goa onde foi aparelhado.

O navio foi baptizado em homenagem ao Casal Real Português, o rei-consorte D. Fernando II e a Rainha D. Maria II, cujo nome próprio era Maria da Glória. O "Glória" do seu nome também se referia à sua santa protetora, Nossa Senhora da Glória, de especial devoção entre os Goeses.

O navio estava armado com 50 bocas de fogo, com 28 na bateria e 22 no convés.

A sua viagem inaugural, de Goa a Lisboa, decorreu entre 2 de fevereiro e 4 de julho de 1845.

A D. Fernando navegou durante 33 anos, percorrendo cerca de 100 000 milhas, correspondentes a, quase, cinco voltas ao mundo. Foi empregue no transporte de tropas, colonos e degredados para Angola, Índia e Moçambique. Participou em operações navais de guerra no Ultramar Português. Apoiou a expedição de Silva Porto de ligação terrestre entre Benguela em Angola e a costa de Moçambique.

Em setembro de 1865 a D. Fernando substituiu a nau Vasco da Gama como Escola de Artilharia Naval, fazendo viagens de instrução até 1878. Nesse ano, fez a sua última missão no mar, realizando uma viagem de instrução de guarda-marinhas aos Açores. Nessa viagem, ainda conseguiu salvar a tripulação da barca americana Laurence Boston que se tinha incendiado. A partir daí passou a estar sempre fundeada no Tejo.

Em 1938 deixou se servir de Escola Prática de Artilharia Naval, passando a ser utilizada como navio-chefe das Forças Navais no Tejo.

Em 1940 cessou o seu uso pela Marinha Portuguesa, sendo a fragata transformada em Obra Social da Fragata D. Fernando, uma instituição social que se destinava a albergar e a dar instrução e treino de marinharia a rapazes oriundos de famílias pobres.

Em 1963, um violento incêndio destruiu uma grande parte do navio, ficando abandonado no Tejo.

Entre 1992 e 1997 a fragata foi recuperada pela Marinha Portuguesa, recorrendo ao Arsenal do Alfeite e aos estaleiros Rio-Marine de Aveiro.

O navio esteve exposto na Expo 98. Desde então é um navio museu da Marinha Portuguesa, estando actualmente desde 1 de Março de 2008, em doca seca, em Cacilhas - Almada, estando a receber trabalhos de manutenção.

In "wikipedia"













Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

Vamos para directas e todos temos o dever de refazer o PS

Brevemente teremos directas no PS, uma eleição para definir quem será o próximo secretário geral de todos os socialistas. Este cargo exige alguém com determinação, coragem, conhecimento e visão.

Determinação na forma de encarar as adversidades por que atravessamos, na maneira como nos pode conduzir a sermos de novo um partido coeso, forte e uma verdadeira oposição a uma direita que se prepara para esquartejar o estado social que caracteriza Portugal.

Coragem para não voltar a cara à luta nem se preocupar com ganhos pessoais, tal como sempre fez durante os anos de governo de José Sócrates em que mostrou uma prontidão constante para defender Portugal e o PS sem nunca se esconder atrás da cortina à espera da sua janela de oportunidade de forma calculista.

Conhecimento das matérias, do acordo com a troika, da forma como Portugal se faz representar dentro e fora do País, da maneira como o partido se deve portar no parlamento para fazer um boa oposição.

E por último visão, o futuro Secretário Geral do PS tem de conseguir assentar em cima das premissas que referi anteriormente uma capacidade clara de ver o caminho que o partido tem de percorrer. Diálogo, proximidade com as estruturas distritais e concelhias e reforço do envolvimento da militância de base na vida do partido.

São estas as características que me levam a apoiar Francisco Assis na sua candidatura a Secretário Geral.

Sábado, 7 de Maio de 2011

Gosto pela Educação Especial

Para quem gosta de educação no geral, mas principalmente para quem sente um apelo para a educação especial, deixo aqui alguns sites com informação muito importante sobre tecnologias e produtos de apoio e como as conseguir, para as escolas e para as famílias.

http://www.inr.pt - Instituto nacional para a reabilitação

http://area.dgidc.min-edu.pt/webpages_CRTIC/
- Centro de Recursos TIC

http://www.alojadoavo.pt/
- Loja do Avô



Domingo, 3 de Abril de 2011

Portugal e o FMI

É curioso e incompreensível que o PSD venha agora dizer que apoia o governo no pedido de ajuda externa. Então não era preferível apoiarem medidas que evitassem a entrada do FMI em Portugal?

Que ânsia é esta que leva o líder do PSD a falar constantemente do auxílio externo?

O que está por trás desta vontade tão forte, também ela fortemente apoiada pelo Presidente da República, e que leva a que se faça cair um governo legitimamente eleito?

Será que estes altos responsáveis pararam para pensar, verdadeiramente, no que aconteceria a Portugal com a estagnação económica em que o chumbo do PEC nos mergulharia?

Será que estes altos responsáveis pelo nosso país ainda não pararam para pensar nas contrapartidas que a ajuda externa vai obrigar a que Portugal seja sujeito.

Será que o Presidente da República do alto do seu posto, que já leva cinco anos, mais dois anos de Ministro das Finanças, e mais dez anos de Primeiro-ministro. Não consegue olhar para a Irlanda e ver que o país está pior depois da entrada do FMI? Afinal é professor de economia.

Será que o Professor Cavaco Silva, do alto dos seus 17 anos de política activa e responsabilidades governativas, não consegue aconselhar o seu amigo, líder do PSD, a olhar para a Grécia e a ver o drama social em que o país mergulhou depois das exigências do FMI?

Eu não sei o que pensa muita gente por aí, mas eu não quero que Portugal seja a nova Irlanda, com despedimentos de funcionários públicos em massa. Eu não quero que Portugal seja a nova Grécia, com cortes indiscriminados de 30% nos salários. Eu não quero que Portugal seja a nova Irlanda, com as taxas de Juro nos 9%, mesmo depois da ajuda externa. Eu não quero que Portugal seja a nova Grécia, com juros de 11% depois da ajuda externa. O aumento radical da pobreza extrema, os despedimentos em massa, as falências do tecido empresarial, não são uma opção, não é um Portugal que possamos querer. O FMI em Portugal vai trazer isto sobre todos os portugueses.

A frase do Presidente Lula da Silva ilustra bem o que pode acontecer a Portugal. “O FMI não resolve nenhum problema, só os piora”. Esta frase foi dita pelo presidente que conseguiu colocar o Brasil na linha do crescimento e do progresso.

Se o senhor Passos Coelho está ansioso para governar com o FMI. Eu digo que não estou disponível para ser governado pelo FMI, Portugal não pode estar disponível para ser governado com o FMI.

Viagem ao Centro do Mundo

(Grutas de S. António)


Esguio e duro

Escorregadio, mas puro

De rocha feito

Por água perfeito


Num contacto sem igual

Num cenário surreal

Galerias sem fim

Aquíferos de jasmim


O caminho é profundo

Até às entranhas do mundo


Mário André Balsa Gonçalves
Almada, 3 de Abril de 2011

Domingo, 13 de Março de 2011

Apelo à revolta!

Os partidos são parte da sociedade e a sociedade é a população... os partidos são o reflexo da sociedade, só fazem o que a sociedade permite. O desânimo, o descrédito, o afastamento fazem com que os partidos fiquem mais pobres e mais vulneráveis. sendo que a consequência é servirem pior a sociedade. Se a população se quer manifestar, por favor que o faça... precisamos disso... Portugal precisa disso... e que o faça na vida partidária. "Invadam", "tomem" os partidos, tornem-nos mais ricos, tornem-nos melhores, vamos transformar Portugal num exemplo de cidadania e de participação activa. Chega de eleições com 70%, ou 50% ou ainda 30% de abstenção. Todos somos um político pois todos somos a sociedade.

Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

A família Sportinguista deve sentir-se de luto. os resultados recentes (esta época em especial) demonstram a verdade que é o futebol da actualidade.
Sem jogadores e sem investimento é impossível praticar futebol, quanto mais sonhar praticar futebol de qualidade.
Como é que se pode pedir a uma equipa que apresente resultados e se manda um treinador embora por não os apresentar (eu nunca fui grande adepto do Paulo Sérgio), quando se vende o seu principal avançado por meia dúzia de euros e não se arranja substituto para o lugar, quando se descapitaliza a equipa não se pode exigir resultados.
Será que o Liedson, que tanto deu ao Sporting e que já marcou pelo Corinthians tantos golos em um mês como pelo Sporting no resto da época, não tem valor desportivo suficiente para se segurar.
Vejamos... nas últimas épocas quem foram as referências do Sporting?
Paulo Bento... onde está agora? Seria mau profissional? não serviria para o Sporting?
João Moutinho... onde está agora? Seria mau profissional? não serviria para o Sporting? Liedson... onde está agora? Seria mau profissional? não serviria para o Sporting?
Miguel Veloso... onde está agora? Seria mau profissional? não serviria para o Sporting?
E podemos ver outros nomes que saíram em épocas anteriores. O problema não são as saídas... são os timings das saídas e quem é que se arranja para as substituir.