Recentemente, na Assembleia Municipal do Entroncamento, o Sr. Presidente da Câmara, Jaime Ramos, foi confrontado com a falta de saneamento básico em algumas zonas do concelho.
Como cidadão do Entroncamento esta posição do Presidente da Autarquia muito me entristece. Basta olharmos para o concelho de Torres Novas para percebermos que esta defesa não passa de uma desculpa, de uma máscara, para a inoperância, para a falta de visão e para o desrespeito com que este executivo trata os seus cidadãos.
Sempre que o Executivo Camarário do Entroncamento é confrontado com alguma coisa que devia ter feito e não fez, a resposta é sempre a mesma: não há melhorias no Centro de Saúde, a culpa é do governo. Não existe esquadra, a culpa é do Ministério. Não existe verba para pagar as obras previstas, a culpa é do QREN. A Estação de Caminhos de Ferro está ao abandono, a culpa é da REFER. Não há saneamento básico, a culpa é do EUROPAN. A culpa é sempre dos outros.
Temos então que perguntar, se tudo o que é feito é por mérito ou demérito dos outros, nomeadamente do governo, então o que é que este executivo está cá a fazer?
Ainda esta semana assistimos a mais um acordo firmado pelo Presidente António Rodrigues e aprovado na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro que permitirá à Câmara de Torres Novas um encaixe de cinco milhões de euros. Enquanto que no Entroncamento, o presidente continua à espera que as coisas lhe caiam no colo.
Cá fecha o comércio, em Torres Novas abrem-se superfícies comerciais e empresas. No Entroncamento há zonas no centro da cidade que nem as condições mínimas de vida apresentam (saneamento básico) enquanto que Torres Novas já aposta na requalificação urbana por forma a dar à população uma qualidade de vida superior. O Entroncamento é cada vez mais uma cidade para dormir enquanto Torres Novas é cada vez mais uma cidade para se viver.
Como num jogo de diferenças para crianças, quando este quadro se levanta, é fácil de ver onde é que elas estão... sendo a principal a atitude do executivo, um fica sentado à espera que a tutela faça tudo por ele, tal e qual um desempregado que está a receber o fundo desemprego e não procura trabalho, pois o subsídio chega para estar em casa sem fazer nada. Enquanto o outro sabe que o subsídio não é o suficiente para ter qualidade de vida e por isso procura formas de construir uma vida melhor.
1 comentário:
concordo plenamente sob o ponto de vista desta linda cidade, é assustador como o comércio está em decadência e o número de lojas a fechas as portas.
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