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terça-feira, 20 de março de 2018

Honrar o Passado. Construir o Futuro!

Depois de um ano de exigência máxima a todos os níveis da minha vida. Marcado por Eleições Autárquicas (com a sua natural Pré-campanha, Campanha Eleitoral e eleição), pelo surgimento de um projeto pessoal para a vida (Paternidade) e culminando com a preparação para as eleições internas, onde fechei o ano com o jantar a anunciar a minha candidatura a Presidente de Concelhia do meu partido.

2017 foi um ano de elevado compromisso com a vida pública e privada, o que me levou a não ter a disponibilidade de tempo e mental para aqui escrever.

Coloco aqui, hoje, a primeira publicação do ano de 2018. E começo como acabei o ano de 2017, com as eleições internas da concelhia. Partilho o texto estratégico, que submeti a votação, com o qual fui eleito e que tenho como objetivo implementar a 100% no decorrer dos dois anos de trabalhos que eu e a equipa que me acompanha temos pela frente.





Honrar o Passado. Construir o Futuro!       
Documento Estratégico para o mandato 2018-2020

Eixos estratégicos:

1. Dimensão Interna

a) Reforço da militância

O Partido Socialista do Entroncamento apresenta hoje um universo de militância de cerca de 160 camaradas, sendo a nona concelhia, em dimensão, entre as 21 que compõem o universo da Federação de Santarém do Partido Socialista.

Uma boa base de trabalho, mas claramente uma dimensão reduzida para o potencial de apoio que se verifica nos diversos momentos de votação em que participamos.

Relembro as legislativas de 2015, onde o PS teve 3 800 votos e venceu as eleições à PAF. Ou as autárquicas de 2017, onde os votos expressos no nosso partido foram cerca de 4 300. Ou ainda a disputa interna entre os camaradas António José Seguro e António Costa, tendo o Partido recebido mais de 600 inscrições para votação nas primárias.

O Entroncamento é, em paralelo com a realidade refletida nas votações, uma cidade jovem, com valores sociais fortes, pensamento político esclarecido e tendencialmente próximo do Partido Socialista.

Podemos, desta forma, constatar que o PS ainda tem uma plataforma que permitirá aumentar a participação cívica dentro do partido e fortalecer tanto a sua implantação na comunidade como a sua base social de apoio.

Mas o reforço da militância não se faz apenas de ações de captação de novos militantes. O reforço da militância passa, de uma forma profunda, pelo reconhecimento daqueles que entre nós contribuíram para a valorização do Partido, da sua ação pública e da sua dinâmica interna.

Pretendemos, desta forma, recuperar o jantar anual de homenagem aos militantes que atingem os 25 anos de militância, que serão agraciados com a entrega do certificado respetivo, assim como reconhecer o mérito daqueles que entre nós se destacam na sua atuação a favor da nossa comunidade.

b) Reforço da presença da estrutura concelhia nos diversos órgãos do partido

O Partido Socialista é uma estrutura organizacional com diversos níveis de decisão e de representação.

Começa na sua base com os militantes das Secções e das Concelhias, aqueles que são o verdadeiro alfobre das ideias que alimentam toda a estrutura, mas a quem compete em primeira instância definir a política local do partido.

Passa posteriormente para o nível intermédio, onde se reúnem os representantes das concelhias, nos diversos órgãos distritais e onde o partido adota uma visão política regional e de defesa do território, no nosso caso composto por 21ª concelhias, como um todo.

E termina no último nível, onde se encontram os diversos órgãos nacionais e que têm a sus expressão máxima no órgão unipessoal do Secretário-geral. Aos diversos órgãos nacionais compete interpretar a vontade de toda a estrutura e fazer cumprir os princípios fundadores do nosso partido. Vertendo toda esta torrente de ideias e vontades num programa de governo e numa governação o mais abrangente possível.

Perante isto, é dever de uma concelhia consciente, e que assente a sua estratégia num plano de crescimento sustentado da sua base de apoio, estar presente nos diversos patamares de decisão com militantes ativos e comprometidos com a estratégia definida e sufragada.

Esta presença deve ter como objetivos valorizar a sua estrutura local, afirmando as ideias debatidas pelos camaradas nos momentos de discussão ou formação promovidos e acrescentar valor com a presença de camaradas preparados para assumir funções nos diversos patamares da estrutura.

c) Qualificar/formar os militantes e promover discussões temáticas

Com o objetivo de enriquecer cada vez mais os militantes e elevar o nível qualitativo da participação do Partido Socialista do Entroncamento nos diversos fóruns em que é chamado a intervir, assumimos o compromisso de desenvolver um plano estratégico de formações e discussões temáticas para que todos possam contribuir com as suas ideias, mas também ouvir as explicações dos camaradas que têm de tomar decisões e aplicar as definições programáticas apresentadas pelo partido.

Estas formações e discussões serão reduzidas a um argumentário a partilhar por todos os militantes e que será a base para as discussões que todos temos no nosso dia-a-dia.

Com este fim será criado o Gabinete de Estudos do Partido Socialista do Entroncamento. Que terá a incumbência de organizar as sessões e produzir os documentos finais a distribuir.

Este gabinete trabalhará diretamente com o presidente, sendo coordenado permanentemente por um elemento do secretariado (Secretário Coordenador do Gabinete de Estudos) e terá a constituição necessária à sua operacionalização prática em função do evento a desenvolver.

d) Valorização da Juventude Socialista

A Juventude Socialista, como todos sabem é uma casa muito especial para mim.

A sua reativação no Entroncamento foi o meu primeiro grande desafio político e foi também o desafio que, a par com os ideais que desde muito cedo recebi da minha família, mais profundamente marcou a forma como ainda hoje encaro a política e procuro exerce-la.

Sendo uma estrutura autónoma, mas umbilicalmente ligada ao partido, representa a melhor ferramenta da renovação dos quadros e ideias da vida partidária. É através da irreverência dos mais jovens e da sua capacidade para cometer erros e continuar, guardando as aprendizagens, que muitas vezes vemos concretizadas ambições sociais para as quais o Status Quo existente não tem as respostas ou vontade de as dar.

Neste sentido, é dever do partido abrir as suas portas aos elementos da Juventude Socialista, não só através dos lugares garantidos estatutariamente, mas aumentando a sua presença nos órgãos, criando condições para aumentar a sua atratividade e promovendo a sua participação em pé de igualdade com todos os militantes.

e) Definir as linhas de ação políticas da concelhia em articulação com a autarquia e com vista à definição de uma estratégia política municipal

A concelhia, através dos seus representantes, para o efeito mandatados, assumirá uma postura de colaboração com os diversos órgãos autárquicos, nomeadamente com as Freguesias, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal, no sentido de desenvolver em permanência e de forma concertada a ação política para o município.

O objetivo será, através de reuniões periódicas com os órgãos autárquicos, levar as preocupações expressas pelos militantes e recolher informações que permitam manter os camaradas devidamente informados do que se passa no dia-a-dia do funcionamento dos órgãos autárquicos do Município do Entroncamento.

f) Coordenar a articulação entre os diversos órgãos autárquicos

O Secretariado da concelhia, através de elemento nomeado para o efeito (Coordenador Autárquico), assumirá o papel de apoiar os diversos órgãos autárquicos. Nomeadamente através de reuniões conjuntas ou bilaterais sempre que se justifique ou que os militantes ou autarcas sintam que é necessário.

g) Desenvolver uma estratégia de descentralização de responsabilidades através da criação de unidades de ação coordenadas pelos diversos membros do secretariado

Delegar tarefas executivas, em áreas de actuação concretas, nos elementos do Secretariado Concelhio.

2. Dimensão externa

a) Realizar debates e sessões de esclarecimento públicos

Paralelamente com o trabalho de organização interna, é obrigação de um partido político abrir as suas portas à população. Ouvir os seus anseios e ideias, procurando materializar as mesmas em propostas credíveis e sustentadas, assim como explicar à população o que está a fazer.

Para alcançar este objetivo será desenvolvido um plano de ações, coordenadas pelo Gabinete de Estudos, com temáticas que reflitam as preocupações das populações, que permitam trazer os diversos decisores políticos para o terreno, para junto da população.

b) Definir um posicionamento claro em relação aos temas essenciais para a cidade, assumindo a defesa das políticas municipais ou de freguesia

Através de uma comunicação eficaz, posicionar o partido de forma clara, e articulada com as opções das autarquias, no debate dos principais assuntos políticos da atualidade.

É essencial que o partido comece a falar a uma só voz, tanto como forma de promover a coesão da mensagem entre os militantes como forma de a tornar eficaz para a população.

3. Dimensão evolutiva  

Este é um documento de ação e em constante construção, pelo que aceitamos sugestões por mensagem privada para o Facebook ou para o mail da concelhia.


Email: entroncamento@ps.pt


Vídeo do jantar de apresentação da candidatura, no restaurante "O Retornado":

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Inclusão em turmas de maior dimensão


Inclusão: Inserir num ou fazer parte de um grupo, abranger, compreender, conter.

Uma pequena pesquisa num qualquer dicionário (físico ou eletrónico) permite compreender o que significa inclusão. E nessa pesquisa, que já fiz, não encontrei em lugar algum a mínima referência a que inclusão seja sinónimo de afastamento, segregação, restrição ou discriminação.

Aliás, as definições com que fui confrontado, todas remetem no sentido apresentado na primeira linha do texto e dão força à visão da inclusão que fui desenvolvendo no contacto com os alunos.

Com os anos de carreira que tenho, maioritariamente ligado à educação especial, não posso deixar de me sentir perplexo quando vejo uma reação tão veemente e deturpada por parte de algumas pessoas, que revelam o pouco que entendem de educação especial, na crítica negativa ao Despacho Normativo N.º 1-H/2016 do Ministério da Educação, uma reação que me faz lembrar ideias do passado e que julgava estarem, paulatinamente, a desaparecer das nossas escolas e da sociedade.

Após uma leitura detalhada do despacho, não consigo encontrar explanada a ideia de que os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) terão de frequentar turmas de maiores dimensões. Encontro sim a ideia de que os alunos NEE terão de passar mais tempo com as suas turmas e menos tempo em atividades fora da sala de aula. O que de resto se traduz numa prática seguida por muitas escolas e que se deverá incentivar e generalizar por todo o sistema educativo.
 
“Despacho Normativo N.º 1-H/2016

Artigos 18º / 19º /20º

A redução de grupo prevista no número anterior fica dependente do acompanhamento e permanência destas crianças no grupo em pelo menos 60 % do tempo curricular.”

A não ser por uma qualquer ideia, que quero acreditar ser equívoca, de que alunos com NEE não devem estar nas mesmas escolas e nas mesmas turmas que os restantes alunos, o que significa afastá-los, exclui-los, discriminá-los, não encontro forma de sustentar a teoria que permite depreender que os alunos com Necessidades Educativas Especiais frequentarão turmas sem redução.

Os discentes estão na escola com plenos direitos e deveres, continuam a beneficiar da medida que permite a redução do número de alunos por turma e estou certo que os professores, diretores de turma e diretores de agrupamento ou escola não agrupada, na linha da experiência que sempre vi e senti na escola, continuarão a fazer o melhor que sabem pelos seus alunos. E o melhor para os alunos é estarem com os seus pares dentro da sala, num processo de evolução conjunta que permita a superação de todos independentemente das suas dificuldades. Esta ideia foi também defendida, recentemente, pela Federação Portuguesa de Autismo.

“A possibilidade de todos os alunos com NEE permanecerem durante 60% do seu período letivo com a sua turma regular, representa um passo importante no caminho para a inclusão na escola pública.” 
              
Assim como por inúmeras plataformas que se dedicam à reflexão sobre as temáticas relacionadas com a Educação Especial e a inclusão, das quais destaco um excerto do Blog Pedimos Gomas Como Resgate, da Professora Maria Joana Almeida.

“Estes meninos pertencem à escola e a sua evolução depende de todos os protagonistas educativos. Cabe à escola, ter sim, a autonomia necessária para avaliar o perfil de funcionalidade de cada aluno NEE e definir, em conjunto, as melhores respostas. E uma das melhores repostas, pode ser sim, uma maior permanência junto dos seus colegas de turma.”

Hoje existe uma tendência para confundir as questões da educação com as questões da saúde. Não nego que o conceito de inclusão, que tem marcado a educação nos últimos anos, contribuiu para que, por vezes se procurassem respostas para problemas clínicos nas escolas. No entanto é importante que se tenha a noção que as questões clínicas necessitam de resposta clínica e as educacionais têm de ser tratadas na escola.

Naturalmente algumas das problemáticas apresentadas pelos alunos enquadrados pelo Decreto-lei 3/2008, anteriormente 319, têm o potencial de perturbar o regular funcionamento do grupo/ turma. Negar esta realidade é negar a existência de problemas que existem e têm de ser enfrentados e minimizados ou mesmo ultrapassados.

Para tal necessitamos de clarificar os papéis desta dicotomia saúde/educação, sendo que à educação especial compete fazer as pontes necessárias entre os dois mundos de forma a ter alunos, com potencial problemático reconhecido, estáveis e capazes de evoluir com a turma, sempre no respeito pelos seus ritmos e capacidades de aprendizagem.

O que não é aceitável é ter alunos com potencial evolutivo, mas que apresentam “forte agitação psicomotora”, sinalizados e enquadrados na Educação Especial, tendo redução de turma, mas que nunca acompanham as aulas com os colegas. 

Uma versão deste texto pode ser lida no blog ComRegras:

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pré-escolar... um imperativo educativo

Little girl playing with colorsA frequência do Ensino Pré-escolar é fundamental no lançamento das bases de um percurso educativo de sucesso. Crianças que ficam em casa até iniciarem a frequência do 1º Ciclo iniciam a sua escolarização com competências menos estimuladas e consequentemente o esforço que têm de despender para chegarem ao nível de desenvolvimento e estimulação de um aluno que inicie a frequência do pré-escolar com três anos é muito superior.
Para além das competências escolares menos desenvolvidas, a falta de interação com a multiplicidade de pares que encontra na escola limita também as competências de sociabilização das crianças. Um aluno habituado a interagir em grupo, desde tenra idade, terá muito mais facilidades em responder de forma positiva aos desafios sociais com que se deparará ao longo da vida.
Uma outra vantagem da frequência do Ensino Pré-escolar é a possibilidade de identificar atrasos no desenvolvimento numa fase ainda inicial e permitir o desenvolvimento das estratégias necessárias para levar a criança a superar as suas dificuldades ainda antes da entrada no 1º ciclo.
As vantagens para a criança que referi anteriormente e a importância subsequente do ensino pré-escolar encontram-se referidas na Lei-quadro da Educação Pré-escolar. “São objetivos deste nível de ensino promover e fomentar o desenvolvimento pessoal e social da criança assim como a sua inserção em grupos sociais diversos”. É ainda objetivo do ensino pré-escolar, conforme estatuído no seu quadro legal, “contribuir para a igualdade de oportunidades de acesso à escola e para o sucesso na aprendizagem”.
Paralelamente às vantagens diretas para a criança, também as famílias beneficiam profundamente com a garantia de que o sistema educativo está totalmente preparado para receber as suas crianças, independentemente da sua condição socioeconómica.
As exigências sociais e profissionais que se colocam hoje às famílias são uma dificuldade acrescida para que estas decidam ter filhos. Horários de trabalho alargados, famílias nucleares reduzidas e em que ambos os progenitores necessitam de trabalhar reduz a disponibilidade para ter filhos e é um entrave ao incremento da natalidade.
Partindo dos pressupostos atrás enunciados, facilmente se compreende que a universalidade do ensino pré-escolar é um imperativo que deve levar qualquer governo a desenvolver políticas de alargamento da rede.
O Ensino Pré-escolar foi durante muitos anos um “luxo” encontrado quase em exclusivo no setor privado. O ensino público não pode ter como objetivo substituir a iniciativa privada, mas tem o dever de permitir que todos possam ter acesso às mesmas oportunidades assim como garantir um ensino de qualidade.
Pré-escolar... um imperativo educativo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Burnout e Depressão uma ameaça à ação!

Burnout e Depressão uma ameaça à açãoFoi hoje revelado um estudo que apresenta dados sobre o bem-estar dos professores, assim como a sua realização profissional, e que faz soar o alarme para o nosso sistema educativo. Um terço dos professores do básico e do secundário sofrem de Burnout (exaustão emocional e ausência de sentimento de realização profissional) e entre 20 a 25% sofrem de stress, ansiedade e depressão.
Para se perceber a dimensão do problema é importante comparar as realidades. As outras profissões em Portugal apresentam uma taxa de cerca de 15%, por comparação com os 30% dos professores. E nos outros países esta taxa, na educação, varia entre os 15 e os 25%, de acordo com o estudo, colocando Portugal no topo das preocupações e afirmando a profissão docente como uma das de desgaste mais rápido.
Podemos num primeiro impulso dizer que estes professores não podem lidar com os alunos até estarem bem. Sim, admito que poderia ser uma abordagem, mas que sistema sobrevive se lhe retirarmos de um dia para o outro 30% dos seus efetivos, 30% daqueles que mais se esforçam para o fazer andar? Nenhum!
Penso que estes números nos obrigam a pensar de uma forma bem mais profunda e estruturada sobre este problema. É preciso identificar as causas e implementar as soluções adequadas.
Verifica-se que os professores com mais tempo de carreira são também os mais afetados. Esta realidade levanta, necessariamente, a questão da idade da reforma. Será positivo para o sistema de ensino obrigar a que os professores se mantenham em funções até aos 66 anos? Assumindo que sim, que condições terão estes profissionais para continuarem um trabalho tão exigente e desgastante durante tantos anos e de que forma podem continuar a ser uma mais-valia para os alunos? E o currículo? E a avaliação? E o número de alunos por turma? E a indisciplina? E a carga burocrática? E os docentes que não estão no quadro? Será que estamos a desenvolver um sistema de ensino estável e forte obrigando os professores a mudar de escola todos os anos, sem que consigam estabilizar familiar e profissionalmente?
No início da carreira até poderá ser positivo para o docente ter a possibilidade de estar um ano no norte, outro no algarve ou ainda nas ilhas. É um acumular de experiências de vida que servem para enriquecer a nossa prática e para nos tornar mais aptos a lidar com o dia-a-dia, mas ao fim de 15 ou 20 anos de serviço continuar sem saber como vai ser a vida no ano letivo seguinte apenas serve para promover a instabilidade na pessoa.
É comumente aceite que a estabilidade emocional do docente é fundamental para um bom processo de ensino/ aprendizagem. O professor tem o dever de lidar com a multiplicidade de situações com que é confrontado diariamente na sala de aula e manter a clareza de espírito necessária para tomar as decisões corretas. É imprescindível que o professor consiga gerir as emoções e atitudes dos alunos canalizando-as para as dinâmicas do ensino, mas para tal e em primeiro lugar, o docente tem que ter a capacidade de lidar de forma positiva com as suas próprias emoções.
Quantos pais não se questionaram já sobre se a sua atitude com o filho foi a mais correta, se não terão sido demasiado bruscos ou desadequados, só porque estavam chateados ou mais cansados. Olhemos então para a mesma situação, em que é necessário agir, mas multiplicada por 30 crianças ou jovens, ao mesmo tempo, perante um professor que sofra de Burnout ou de depressão.
Variadas são as causas que nos trouxeram até este ponto, e múltiplas serão as possibilidades de resposta. Precisamos de olhar de frente para o problema, de forma séria e descomplexada e dizer de inequivocamente qual o caminho que queremos para o ensino e, verdadeiramente, o que é que se quer dos professores.
Consulte aqui o artigo:
Quase um terço dos professores do básico e secundário estão em burnout
Burnout e Depressão uma ameaça à ação!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Educação e o Portugal 2020

A portraria 60-c de 2015 define o enquadramento do Portugal 2020 para a educação. Este enquadramento, pela sua forma suscita-me algumas dúvidas. Gostaria de aqui relevar duas delas.
Primeiro a questão lata da aplicação dos fundos.
Aquilo que aparentemente é um bolo significativo que pode contribuir de forma decisiva para reduzir os problemas sentidos nas escolas, corre o risco de ser rateado de tal forma que a fragmentação das verbas acaba por ser um impeditivo à implementação de projectos de carácter mais estruturante. A exemplo do que já se sente em outras áreas temáticas. Devemos, por isso, ser criteriosos na sua aplicação.
O segundo ponto é a pergunta de um milhão de euros. Que escola devemos ter no futuro?
Claramente, quem está nas escolas não sabe para onde ir (no sentido lato). Executa-se meta a meta sem uma noção global do caminho que a escola deve trilhar, o currículo é uma amálgama legislativa sem noção de globalidade. Talvez, digo eu, esta realidade apareça porque a escola está órfã. A sua mãe, a sociedade também não sabe para onde quer ir.
Mas é nestes momento de dificuldade que a escola pode marcar a diferença. A escola tem de se encontrar para, com a sua capacidade de produzir sociedade, nortear o futuro.
No entanto, "não há bons ventos para quem não sabe para onde vai". Como podemos fazer uma aplicação criteriosa dos fundos se não sabemos que escola queremos, se não sabemos que sociedade queremos!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Não são os portugueses que têm a culpa



"Os municípios têm feito o seu trabalho, um excelente trabalho. Os portugueses têm sido pacientes e têm colaborado com o governo em tudo o que lhes tem sido exigido, mas há uma altura em que temos de dizer basta!"

quarta-feira, 11 de março de 2015

Opinião Política - "Dia da Mulher"


 
 
O dia da mulher é mais do que uma mera marca da existência da mulher, assinala a luta por direitos iguais para todos!


segunda-feira, 2 de março de 2015

Opinião Política - "Educação! Que problemas e que soluções?"


 
 
"O processo de descentralização de competências tem de ser visto, em primeiro lugar, numa lógica regional, aproveitando o modelo que já existe com as CCDRs, e só depois passar para o plano local.
(...)
Precisamos de uma escola mais autónoma e mais democrática.
Precisamos de uma escola que nos faça crescer enquanto sociedade, mas que não deixe nenhum português para trás."

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Opinião Política na Rádio Voz do Entroncamento - "Saúde para ricos ou saúde para Todos?"


 
 
Não sou um especialista em saúde, mas perante a pergunta se defendo uma saúde para ricos ou para todos?
A minha resposta é… claramente saúde para todos!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

2015-01-27 Opinião Política na Rádio Voz do Entroncamento


 
A minha opinião sobre as eleições na Grécia, a opção pela austeridade cega do governo PSD/CDS e o Sarau Solidário - Ilha do Fogo.   

terça-feira, 22 de julho de 2014

Prova de avaliação de competências para professores

Que fique claro que sou favorável à avaliação de professores. Uma avaliação contínua, em contexto e tendo em conta as contingências educativas que o professor vive.
No entanto, sou frontalmente contra a prova de avaliação a que alguns professores são agora sujeitos.
É um atestado de incompetência às universidades, politécnicos e  responsáveis pela formação dos novos docentes. E é o ministério, mais uma vez, a aumentar o centralismo e a questionar a competência de um grupo de pessoas, altamente qualificada, mas constantemente atacada e desmoralizada pela tutela.
A competência do Ministério de Educação  é pugnar pela existência de formações de professores de excelência. E a partir desse ponto deixar que as Universidades e os seus técnicos façam o trabalho que lhes compete, que é saber se os alunos têm ou não nível de conhecimentos suficiente para concluir a sua formação.
Esta prova, a meu ver, não foi desenhada para avaliar. Serve para desviar as atenções de outros problemas mais graves que afectam a educação.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quando o acessório se torna essencial!


Falou-se do congresso do CDS, do caso do Meco, das pinturas de Miró e a seguir vamos ouvir falar do congresso do PSD. Pelo meio lá vamos tendo algumas notícia sobre a fragilidade da nossa economia, os seus pequenos e frágeis pontos de recuperação, exaltados como milagres pelo governo, e os seus muitos pontos de desequilíbrio, completamente apagados pela propaganda oficial.   

Não tenho dúvidas que até seriam notícias com algum interesse, não fosse o momento dramático que atravessamos. 


Enquanto se discutem os Miró, não se fala de um plano estratégico para a Cultura. Enquanto o Ministério da Educação discute as praxes, ninguém sabe quais as medidas de Crato para o próximo ano lectivo. Enquanto se fala de indicadores positivos da economia e de captar potencial humano estrangeiro, ninguém discute o que fazer com o exército de desempregados que existe em Portugal.

Estamos mal, estamos muito pior do que estávamos há 3 anos atrás e o governo continua sem apresentar ideias para o futuro.

Quando o acessório se torna essencial quem perde é Portugal.   

domingo, 16 de junho de 2013

Canta-se o hino na manifestação de professores!


É necessário que Portugal entenda que a luta não é pelos professores enquanto classe. A luta é pelo sistema de ensino e consequentemente pelos alunos e pelo futuro do país. 

O aumento de alunos por turma, a redução do número de professores nas escolas a instabilidade provocada por alterações constantes ao corpo docente das escolas (agora estendidas a quem já estava no quadro). Esses sim são problemas que, entre outros, afectam de forma dramática o futuro dos nossos alunos e do nosso país. 

Sou professor, e como já afirmei publicamente várias vezes, não concordei com a greve no dia do exame, mas confesso que nos últimos dias essa questão assumiu um papel de segundo plano no meu pensamento. Cada vez mais me questiono se haveria alternativa.

Quando o ministério desrespeita tudo e todos, incluindo as leis e as decisões do tribunal arbitral, extremando posições e perante a hipótese de chegar a consensos com as centrais sindicais rejeita, infelizmente a consequência só pode ser o radicalizar da luta.

Sou professor, e como já afirmei publicamente várias vezes, não concordei com a greve no dia do exame, mas confesso que nos últimos dias essa questão assumiu um papel de segundo plano no meu pensamento. Cada vez mais me questiono se haveria alternativa.

Quando o ministério desrespeita tudo e todos, incluindo as leis e as decisões do tribunal arbitral, extremando posições e perante a hipótese de chegar a consensos com as centrais sindicais rejeita, infelizmente a consequência só pode ser o radicalizar da luta.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Faz hoje dois anos que Portugal perdeu a sua independência. Nas palavras de Lobo Xavier (CDS), uma perda de independência desejada e provocada pelos partidos da actual maioria (PSD e CDS). Neste dia só tenho de dar os parabéns aos portugueses por terem aguentado dois anos de incumprimentos, de violações da constituição, de degradação do estado social, da função pública e da classe média, por terem visto os seus rendimentos reduzirem, os impostos aumentarem, a dívida pública e o défice crescerem e a economia colapsar, por terem passado por tudo isto com uma disposição, com um espírito de sacrifício e com um sentido de estado que tem faltado a quem tem responsabilidades. PARABÉNS!!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Contrato de trabalho precisa-se

Neste dia 1.º de Maio (DIA DO TRABALHADOR) mais do que tudo importa reflectir sobre a actualidade. Importa perceber porque vivemos tempos tão conturbados. Não basta sair à rua para nos manifestarmos ou desfilarmos na parada de uma qualquer central sindical, como tão bem tem sido feito ao longo dos anos com os resultados que todos conhecemos. Não basta ficarmos em casa a escrever nos blogs ou nas redes sociais contra um governo que espreme os trabalhadores, com os resultados que todos sabemos que essas acções têm.

Neste dia 1.º de Maio é importante percebermos que separados os trabalhadores não têm força, é importante percebermos que separados a força dos trabalhadores se transforma na força do governo. Um governo que continua a olhar para a face da moeda que privilegia a austeridade esquecendo que do outro lado da moeda se encontram as políticas de crescimento.


Será que, mesmo reconhecendo eu a necessidade de contenção económica e redução da despesa pública  como um caminho que tem de se fazer, este governo PSD não consegue governar dentro da legalidade?


Nº 2 do artigo 208, da lei nº 59/2008 - "o trabalhador tem direito a um subsídio de férias de valor igual a um mês de remuneração base mensal, que deve ser pago por inteiro no mês de Junho de cada ano".


Este é apenas um exemplo que serve para ilustrar a força que este governo tem. Governa contra a constituição, governa contra a lei, governa contra os trabalhadores, governa contra os portugueses, mas governa com o apoio total do PSD e do CDS, numa maioria absoluta que aparentemente legitima todas as decisões que desejarem tomar, dentro ou fora da legalidade, e com a total protecção do Presidente da República, que se mostra duro com a oposição e altamente complacente com o governo.

O caminho a percorrer pelo estado é difícil e não é possível de alcançar com este governo e muito menos com esta política. A economia está destruída e carece de uma mudança de políticas urgente. Precisamos de políticas de crescimento e de emprego. Temos de aumentar a capacidade produtiva  a todos os níveis e para isso precisamos de políticas de investimento publico e privado, mas também precisamos de mais Europa, de uma Europa mais solidária entre si e mais solidária para com os seus povos. Temos de de recordar, reavivar e implementar os ideais fundadores do projecto europeu, liberdade, igualdade e fraternidade.                


Neste 1.º de Maio, perante o cenário de catástrofe económica e laboral que vivemos, 17,5% de taxa de desemprego, cerca de  1,5 milhões de desempregados,  mais uma vez, reflicto e confesso a minha frustração por ver apenas uma acção relativa da parte das organizações dos trabalhadores.

Porque não foi o dia do trabalhador comemorado em conjunto como uma "grande festa" reivindicativa?    

UGT - Avenida da Liberdade; 
CGTP - Alameda; e  
FENPROF - Avenida 5 de Outubro;

Afinal por que se batem as organizações sindicais? Não defenderão todas o trabalhador? Não pretenderão todas que os seus associados tenham as melhores condições de trabalho possíveis? Mas mais importante que tudo, não pretenderão as centrais sindicais que a taxa de desemprego baixe dos 4% e se aproxime do pleno emprego? 
Separados não vão lá. Sem consciência da realidade não vão lá. Sem se sentarem na concertação social não vão lá. Sem representarem verdadeiramente quem trabalha... não vão lá.

segunda-feira, 18 de março de 2013



Excerto da minha intervenção no jantar de apresentação da candidatura "Entroncamento Uma Cidade Para as Pessoas". Candidatura do Partido Socialista do Entroncamento encabeçada por Jorge Faria.




O meu discurso

Boa noite a todos!

Quero, em primeiro lugar, agradecer a presença desta reconfortante moldura humana no lançamento da candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal do Entroncamento.
Entroncamento uma cidade para as pessoas!
Candidatura encabeçada pelo nosso amigo Jorge Faria, que muito nos honrou ao aceitar ser o nosso candidato, o candidato de todos os socialistas.
Agradeço também aos vários candidatos a presidentes de autarquias que aqui se encontram o forte contributo que, com a vossa presença, estão a dar ao lançamento da nossa candidatura.  
Não posso deixar de enaltecer e agradecer a presença do meu grande amigo Hugo Costa. Presidente da Distrital do Ribatejo da Juventude Socialista e companheiro de inúmeras lutas. Desde os tempos em que ainda andávamos os dois pela J.
É sempre um gosto enorme receber-te no Entroncamento!
António Gameiro, meu amigo e grande amigo do Entroncamento! É um dever para cada socialista reconhecer a dinâmica que introduziste na federação de todos nós. Espaço de debate e de afirmação política que muito nos orgulha e que sem sombra de dúvida preparaste para ganhar 2013.
Obrigado por todo o apoio!
Deixo o último agradecimento para o próximo Primeiro-Ministro de Portugal!
António José Seguro!
Obrigado camarada!
A tua presença é uma inspiração para a nossa candidatura, sabemos que podemos contar contigo e com o teu apoio. Queremos que saibas que podes contar com o apoio do PS Entroncamento em toda a linha.
Conta connosco para as lutas do Partido Socialista!
Conta connosco para as lutas que travas para desenvolver um Portugal mais solidário, mais justo, mais democrático.
Enquanto houver alguém com responsabilidades governativas que continue a olhar para nós como simples números, sem a sensibilidade social para entender que o desemprego não é uma oportunidade ou que o atual salário mínimo nem sequer é digno desse nome.
Temos de lá estar. O PS tem de lá estar.
 Na linha da frente do combate político. A mostrar as alternativas e a fazer ouvir a nossa voz!
Conta connosco caro Secretário-geral!
Mas porque o Entroncamento, em especial esta noite, é a estrela. É nele que me quero centrar.
A herança do PS no Entroncamento é vasta e de qualidade, durante a governação do Camarada José Cunha, que todos nesta sala se lembram, construímos marcos importantíssimos da dinâmica da nossa cidade. Por exemplo:
As piscinas municipais ou o Pavilhão Desportivo Municipal.
Mas o marco mais importante da governação PS no Entroncamento, a característica que melhor nos representou e representa, é a governação para as pessoas.
Enquanto estivemos na Câmara, o Entroncamento era o centro comercial do Ribatejo. Era uma cidade em que o comércio prosperava, em que as pessoas se conheciam, que tinha comércio tradicional, que tinha vida durante o dia, mas que também tinha vida durante a noite. Que tinha uma área verde (O Bonito) que era utilizado pelas pessoas como espaço comunitário de convívio.
O Entroncamento era uma cidade que tinha oportunidades para os filhos da terra!

Mas... o que temos hoje?

Passados 12 anos de governação PSD, o comércio tradicional está a definhar!
A vida em comunidade desapareceu!
A segurança é uma miragem!
A vida de bairro morreu e as oportunidades para as próximas gerações estão hoje hipotecadas.
Esta é uma câmara que o PSD deixou com problemas financeiros sufocantes, uma autarquia que se viu obrigada a pedir um resgate financeiro, mas que ao mesmo tempo não deixou de gastar milhares de euros na construção de um restaurante que dificilmente terá ocupação (mesmo que cedido a custo zero) na zona do Bonito.
Eu pergunto: é função de uma autarquia híper endividada servir de promotor imobiliário para a restauração?
Se as dívidas foram criadas, para onde foi o dinheiro?
Onde está a prometida biblioteca?
Onde está um centro cultural ou uma sala de espetáculos?
Onde está a ETAR necessária para a dimensão do nosso concelho?
Onde está uma estação digna da nossa herança ferroviária?
A autarquia passou os últimos anos de costas voltadas para a ferrovia, deixou passar programas atrás de programas para requalificar a estação e acabou com uma infraestrutura desadequada e insegura, que não serve nem os profissionais nem a população, como está à vista de todos!
Chegou a estar inscrito em orçamento de estado uma verba para requalificar a estação, ao abrigo do programa estações com vida, que não foi aproveitada por falta de competência de quem lidera a autarquia.
Pode-se mesmo dizer que o Entroncamento ficou a ver passar os comboios nos últimos 12 anos.  
Muitos são os exemplos de promessas feitas pelo PSD que não foram cumpridas, muitos mais são os exemplos de políticas desastrosas aplicadas que nos trouxeram até ao buraco financeiro em que a Câmara se encontra.
É tempo de dizer basta! É tempo de mostrar que é possível!
É tempo de voltar a afirmar o Entroncamento como “Uma Cidade para as Pessoas”!
Para o fazer o Entroncamento só pode contar com o PS!
Só pode contar com a candidatura de Jorge Faria!
Um entroncamentense de há 50 anos. Filho de Ferroviário. Autarca e conhecedor da nossa cidade como ninguém.
Tem visão e experiência administrativa suficiente para retirar a nossa cidade do problema financeiro em que se encontra e devolver o Entroncamento às pessoas!

Viva o Partido Socialista!
Viva o Entroncamento!
Viva Portugal!    

Com o resgate do Chipre, e as suas contrapartidas, chegou a rutura financeira e política na UE. 
É mais do que claro que o problema principal não está nos países intervencionados, mas sim na inoperância e na falta de visão social dos atuais intervenientes do projeto europeu, um bando de tecnocratas de direita que ocupam as cadeiras da Comissão e que dominam o Parlamento Europeu, a sua política financeira conduziu a União de Delors, de Soares ou de Kohl para um abismo do qual será muito complicado recuperar.
Será que a tecnocracia da UE vai continuar a vender a ideia que os países do sul, cada um com o seu tipo de economia, são todos um bando de calões mal governados?
Como se os problemas internos da UE não fossem já de si complicados de resolver, o Chipre é um "offshore" onde muitos magnatas Russos colocaram as suas fortunas, vamos ver qual vai ser a posição diplomática Russa. Não acredito que se calem e vejam o seu dinheiro a desaparecer sem dizerem nada.
A Europa está numa bifurcação na qual terá de decidir que caminho seguir.
Se quer funcionar como um país (federação) olhando e cuidando do povo europeu. Então os eurobonds tem de ser uma realidade, a dívida pública dos estados tem de ser mutualizada, com o BCE a controlar o sistema financeiro europeu na sua totalidade e de forma clara. Ganhando desta forma economia de escala e capacidade de competir no mercado global. Assumindo-se a Europa como a superpotência mundial que nenhum dos seus estados membros tem capacidade de ser de forma individual.
Ou se a saída é o desmembramento económico e político da União. Deitando por terra, com esta decisão, as conquistas sociais que vêm de tempos tão remotos como a revolução francesa e continuam a necessitar de ser aprofundados (Liberdade, Igualdade e Fraternidade). Afundando a Europa nas suas divisões e rivalidades internas, aprofundando os ódios entre os povos da Europa e perdendo toda a capacidade de competir com as grandes economias do mundo, as tradicionais ou as emergentes.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vivemos tempos muito conturbados a fazer lembrar outros tempos. Música de intervenção, revoltas estudantis, o Cardeal Patriarca a afirmar que o povo aguenta tudo menos a política abusiva. Temos de moralizar os actores.

Se os meus lucros sobem eu não posso dizer que quem empobrece aguenta. Se eu não pago impostos não posso dizer que quem paga aguenta. Se eu governo não posso exigir cortes em nome da troika para camuflar medidas puramente ideológicas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A destruição do estado como o conhecemos


O Primeiro-ministro, depois de aprovar o pior orçamento da história da democracia portuguesa vem agora dizer que vão existir cortes significativos na educação e no estado social e que se recusa a renegociar a dívida. Que homem é este que prefere ver a população portuguesa a sofrer e a economia a colapsar a renegociar as condições financeiras da assistência ao pais?
Enquanto anuncia que não vai renegociar a dívida, que vai “acabar” com o estado social, que vai promover cortes significativos na educação, que vai continuar a tratar a saúde como um peso para o estado, que vai continuar a promover o aumento do desemprego e a redução do poder de compra, que vai continuar a afundar a economia o Dr. Passos Coelho afirma que está numa missão patriótica.
            O último português que se autointitulou embutido de uma missão patriótica, numa altura em que as finanças dominavam a economia, foi o Dr. Oliveira Salazar.