A escola em Portugal está a mudar, que ninguém tenha dúvidas, e está a mudar para melhor. Todas as mudanças implicam algumas rupturas, algum descontentamento. Quando se mexe com interesses instalados há décadas é natural que as pessoas se sintam descontentes e que até se cometam algumas injustiças. Tenho de admitir que algumas partes do processo poderiam ter sido conduzidas de outra forma.
Não obstante o referido anteriormente, era urgente instaurar no nosso sistema educativo um regime de avaliação que valorize quem efectivamente dá aulas.
Nesse sentido, e admitindo algumas fragilidades no regime de avaliação em vigor, devo realçar que este modelo se apresenta como uma defesa para os professores que trabalham e sempre trabalharam para os alunos. Agora temos um modelo e esse modelo pode, juntando os intervenientes, Ministério da Educação e Professores, ser melhorado, possibilitando que todos nós professores possamos ter uma carreira mais justa.
Paralelamente à requalificação da carreira docente assistimos também a um reforço do papel do professor no ensino e na educação do aluno, reforço este que todos nós nos devemos orgulhar.
Tendo a escola a responsabilidade social que todos lhe reconhecemos, era criminosa a atitude que esta tinha perante o acompanhamento que dava, leia-se não dava, aos jovens.
Numa sociedade em que os pais entram ao trabalho às 8 ou 9h da manhã e saem às 18 ou 19h da tarde, permitir que os jovens andassem na rua entregues à sua sorte, porque só tinham aulas até ao almoço ou porque um professor não podia dar a sua aula, era uma realidade desenquadrada das necessidades sociais e como tal não poderia continuar.
Foi esta realidade que se combateu, foi nesse sentido que os horários foram estendidos no 1º ciclo, incluindo as actividades extracurriculares, como a Educação Física ou o Inglês, assim como se criou a figura das aulas de substituição.
Agora temos os nossos alunos mais acompanhados o que permite que os pais estejam mais descansados nos seus locais de trabalho sabendo que os seus filhos estão bem acompanhados por profissionais competentes.
Ao mesmo tempo que tudo o referido anteriormente acontecia nas escolas, durante a legislatura preconizada pelo Engenheiro José Sócrates assistiu-se ainda à correcção de um erro histórico. Falo da aposta assumida em revitalizar e apoiar incondicionalmente o ensino profissional. Hoje cerca de 50% da oferta formativa em Portugal prende-se com esta área de ensino.
Desta forma foi possível motivar milhares de jovens para os estudos, dando-lhes uma opção de vida, permitindo-lhes que apostem numa carreira profissional desde cedo e que permite que durante os seus estudos possam ver a sua profissão nascer.
Um outro ponto onde crédito tem de ser dado a este governo prende-se com o investimento feito na requalificação do parque escolar tanto do pais como do distrito. As alterações ao parque escolar em Benavente, Salvaterra de Magos, Tomar, Ourém e Abrantes constituiu um investimento de 56 milhões de euros.
Este investimento associado ao programa E-escola/ Magalhães, reconhecido a nível internacional, permitiu colocar as nossas escolas, assim como os nossos alunos, na vanguarda do ensino.
Temos de admitir que muito há para fazer na utilização das novas tecnologias no espaço escola por forma a maximizar as suas potencialidades, mas a realidade é que neste momento essa tecnologia já está disponível enquanto que há quatro anos era apenas um sonho.
É por tudo isto, e também por sentir que cada vez mais os alunos gostam da escola, que cada vez mais se verifica uma menor taxa de abandono escolar e que ano após ano a taxa de reprovações é menor, que tenho orgulho em ser professor, em ser parte activa neste processo que apenas tem como consequência Avançar Portugal.











