domingo, 26 de setembro de 2010

As crianças birrentas chegam à política!

Portugal está sob os olhos das instâncias internacionais e das agências de rating. A pressão para que tenhamos resultados excelentes do ponto de vista económico está mais alta que nunca.

O governo sabe que para além dos compromissos que assumiu para a recuperação económica tem ainda que diminuir o desemprego, melhorar as condições de vida, continuar a qualificar os portugueses, aumentar a nossa competitividade, assim como tudo o resto que é dever do estado, isto tudo sem nunca abdicar do estado social. Não o abandonando às mão do mercado, privatizando o ensino, a saúde e a segurança social.

Qualquer pessoa que acredite no estado social e que coloque o bem comum pelo menos num nível tão elevado como o bem pessoal entende que estamos perante uma tarefa dificílima para qualquer governante, mas também entende que é nas alturas de crise que mais temos de contribuir com o nosso esforço para nos ajudarmos mutuamente.

Não me considero inocente e entendo que existem pessoas que pensem mais em si que nos outros, que tenham dificuldade em conviver com um sistema que garanta médico e educação para todos assim como auxílio em caso de desemprego, obrigando-os a contribuir para o bem comum. Até entendo que queiram adoptar em Portugal um sistema semelhante ao que os americanos tinham por ser mais barato para o estado, mas que com Obama estão a abandonar.

Sistema este que promove casos de absoluta exclusão social e de degradação pessoal entre os necessitados. Enquanto que quem tem dinheiro conseguem utilizar um sistema de saúde e educação bom, mas fechado a quem se encontra desempregado ou doente e não possa trabalhar para pagar estas despesas.

O que não entendo é que o nível de egocentrismo chegue ao ponto de se fazer birra, e bater o pé, qual menino mimado. Se não me dão o que eu quero provoco uma crise política gigante e mergulho Portugal no buraco, não interessa que tenha perdido as eleições e que o programa de governo do meu partido não tenha sido o mais votado. Ou é como eu quero ou vai tudo ao “ar”.

Chega de birras... entendam-se! Portugal não precisa de um Primeiro-Ministro “want to be” que tenta constantemente governar na sombra. Será que esta gente que se diz preparada para governar não entende o buraco onde nos está a colocar a todos?

sábado, 31 de julho de 2010

A Caça ao Homem

"Onde está o escândalo? No facto de se eternizar durante seis anos uma investigação que, só e mais nada, visa apurar se o primeiro-ministro que nos governa foi ou não corrompido, mantendo entretanto vivas as suspeitas sobre ele? No facto de essas suspeitas, e alguns documentos do processo, supostamente em segredo de justiça, terem alimentado durante um ano a fio e em época eleitoral o “Jornal de Sexta” da TVI? No facto de nem o procurador-geral da República, putativo superior hierárquico dos procuradores, ter poderes para lhes ordenar que, concluam o que concluírem, ponham fim à investigação – coisa que não pode fazer porque eles são “independentes”?"

"Vinha no carro a ouvir o noticiário da rádio e o assunto principal era a convocatória que um juiz de instrução criminal tinha enviado ao Parlamento para que o primeiro-ministro pudesse ser interrogado no âmbito de uma queixa-crime particular por difamação e injúrias, interposta por Manuela Moura Guedes. E a notícia acrescentava que a Comissão de Ética do Parlamento tinha recusado “levantar a imunidade” parlamentar ao primeiro-ministro, por considerar que ele não é deputado. De seguida ouviu-se a opinião de vários juristas, os quais, para não variar, não coincidiam nas razões jurídicas, mas apenas na conclusão: a convocatória era perfeitamente deslocada, fruto de uma precipitação do juiz, dando seguidamente a um erro do Ministério Público. Depois, dava-se conhecimento dos habituais comunicados da PGR e do Conselho Superior da Magistratura, tentando justificar a argolada e chutando as culpas, subtilmente, de uns para os outros. Enfim, seguia-se a opinião política sobre o assunto de um editor de jornal diário. E, em substância, declarou este, em tom convicto e acusatório: mais um escândalo envolvendo José Sócrates, a gota de água que faltava num copo já a transbordar, etc. e tal.

Fiquei a meditar naquilo: mais um escândalo envolvendo José Sócrates? Que escândalo – a trapalhada jurídica a que ele era absurdamente alheio? O facto de alguém, no uso de um direito que cabe a qualquer um, ter apresentado uma queixa-crime contra ele porque se julgou o fendida?

Recuemos no “escândalo”. Há seis anos – seis – que dois procuradores do Ministério Público e vários agentes da PJ investigam o chamado “caso Freeport”, prorrogando sucessivamente todos os prazos, arrastando o processo sem que se entenda para quê ou porquê e fazendo desta investigação, junto com a do “caso Meddie”, a mais cara de sempre do MP. Onde está o escândalo? No facto de se eternizar durante seis anos uma investigação que, só e mais nada, visa apurar se o primeiro-ministro que nos governa foi ou não corrompido, mantendo entretanto vivas as suspeitas sobre ele? No facto de essas suspeitas, e alguns documentos do processo, supostamente em segredo de justiça, terem alimentado durante um ano a fio e em época eleitoral o “Jornal de Sexta” da TVI? No facto de nem o procurador-geral da República, putativo superior hierárquico dos procuradores, ter poderes para lhes ordenar que, concluam o que concluírem, ponham fim à investigação – coisa que não pode fazer porque eles são “independentes”? no facto de não haver ninguém, instituição alguma que lhes possa exigir responsabilidades por manterem um cidadão sob suspeita de corrupção durante seis anos, manchando diariamente o seu nome na praça pública, e nisso gastando dezenas ou centenas de milhares de euros dos contribuintes, porque eles são “irresponsáveis” ? no facto de nem sequer poderem ser afastados do processo, como sucederia em qualquer empresa privada, porque são “inamovíveis”? Será isso o escândalo? Não, o escândalo é que o nome de José Sócrates esteja no processo – com razão ou sem razão, não importa.

Com razão ou sem razão – cada um julgará de acordo com os seus critérios de jornalismo – José Sócrates acabou por se rebelar contra o “Jornal de Sexta” e desabafar aquilo que era “um jornal travestido, de caça ao homem, motivada por razões de ódio pessoal”. Disse o que muitos pensavam, mas raríssimos se atreveram a dizer, o que é bem curioso: tinham mais medo do “Jornal de Sexta” do que de José Sócrates. E quando Sócrates, farto de se ver associado todas as semanas ao escândalo Freeport (onde nunca foi ouvido nem teve a possibilidade de se defender!), reagiu, em defesa própria, foi outro escândalo: tentativa de censura, acto próprio de alguém que “convive muito mal com a liberdade de imprensa”. Quer dizer: se ele, insultado quase diariamente aqui e ali (e, como se viu, com o perdão e apoio da magistratura), resolve reagir em defesa própria, é um censor. Parece assim que as funções de primeiro-ministro comportam muito menos direitos nesta matéria do que as funções de qualquer outro cidadão: o PM, em nome da liberdade de imprensa, só tem o direito de comer e calar. Se ele, reagindo, processa aqueles que entendeu que o ofenderam para lá dos limites toleráveis, é um escândalo, uma ameaça à liberdade de imprensa – que, felizmente, os magistrados não consentem. Mas se é alguém que o processa a ele, é outra vez um escândalo e da sua responsabilidade. (...)"
Miguel Sousa Tavares
Expresso, 26 de junho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cabo da Roca

Na ponta do mundo
No vértice rugoso
Alto, imponente…
Avisto ao fundo

A calma emergente
De um povo
Que sem medo
Se faz gente.

Calmo e cristalino
Verde, pelo sol tornado
Grita!!!
O Azul ao fundo

Num silêncio ruidoso
Demasiado luminoso
Dá-me a mão e… novamente
Faz-te gente!

Entroncamento, 26 de Junho de 10
Mário André Balsa Gonçalves

terça-feira, 13 de julho de 2010

Reguengos de Monsaraz

Rodeadas de ouro
Calmas cigarras
Cantam em coro
Sombras e parras

Terras de reis
De águas cheias
Reinam toneis
Em belas ameias

Calma e esperança
Trazem à lembrança
Os sonhos dos prados
De Alqueva regados

Mário André Balsa Gonçalves
Reguengos de Monsaraz, 11 de Julho de 2010

Lisboa

Por entre as nuvens do acordar
Complexo movimento pendular
Compromissos inadiáveis
Entre ritmos infindáveis

O gosto na ponta da língua
De uma cidade ambígua
Rápida quando parada
Lenta na debandada

Segundos seculares
Momentos perdidos
Em movimentos malabares
Constantemente vividos

Numa ânsia constante
Sem nunca parar
Uma cidade deslumbrante
Que nos obriga a sonhar

Mário André Balsa Gonçalves
Lisboa, 12 de Julho de 2010

sábado, 19 de junho de 2010

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em
festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito
como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência
meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em
sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são
«uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.

Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as
criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na
casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas,
das famílias no fio da navalha?

Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos
congressos e debates para nos entretermos.


Artigo publicado na revista VISÂO online

sábado, 12 de junho de 2010

Amo-te Muito

Na pena, Lisboa, em pleno Santo António, alguem diz... amo-te muito.
Será, talvez, o prenúncio de uma nova família que se formará.
Numa altura em que o país vive uma crise sistémica, dizem alguns, internacional, dizem outros, é este, talvez, um comportamento que pode indicar a saída para a crise.
O anúncio de que Portugal tem um sistema de segurança social pesado e incomportável para o estado, visão que qualquer pessoa que se diga de esquerda não poderá defender, será a arma da direita para reduzir a segurança que o estado, por dever, tem de proporcionar aos cidadãos.
Reduzir as prestações sociais não será certamente a saida para a crise. O que o estado tem o dever de fazer é promover verdadeiras medidas de apoio às jovens famílias e ao incentivo à natalidade, promovendo condições para que as famílias tenham mais filhos. Desta forma reduzirá o peso que o envelhecimento da população tem no nosso modelo social e torna-lo-á sustentável.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Lado a Lado

Manhã bela
Aquela em que
Recebi um convite
Indiferente, conveniente
Aspirando à vida

Jogando com o que não tinha
Onde estava, não lembrava
Apenas sabia
Não..., sentia
A certeza que o queria

Sei que vamos
Onde quisermos
Andando tão somente
Rodeados de mim
E de ti!
Seremos nós...

Depois...
Esperamos

Algures brilhante
Luminoso e cintilante
Mais que a Lua
Está o futuro
Indiferente e despreocupado
De dois
Andando lado a lado.


Mário André Balsa Gonçalves
Almada, 28 de Maio de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

À Descoberta de Portugal!

Na região centro, Distrito de Santarém, encontramos algumas pedras preciosas que é imperativo visitar em Portugal.
Deixo aqui algumas fotos de locais que visitei este fim de semana.
Grutas de Santo António






Albufeira do Castelo de Bode









quinta-feira, 11 de março de 2010

Camaradas e amigos,

Foi com grande orgulho e vontade de trabalhar que apresentei a minha candidatura a presidente da Comissão Política Concelhia do PS Entroncamento no passado Domingo, dia 07 de Março de 10.
O PS Entroncamento é uma instituição que se quer moderna, dinâmica e aberta a todos quantos quiserem dar o seu contributo social e político. Uma articulação clara entre as estruturas concelhias e os representantes do partido nos órgãos de gestão autárquica assume um papel fundamental para que se faça uma oposição concreta, significativa e credível.
A todos os camaradas e amigos que, presentes ou não no passado Domingo, me têm incentivado e apoiado no caminho que nos conduziu a esta candidatura, o meu sincero agradecimento e um abraço fraterno.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Asfixia Democrática ou Ditadura dos Media?

A opinião generalizada é que o governo está muito fragilizado por causa da questão das escutas e da "asfixia democrática".
Será que alguém já parou para se perguntar como é que está o país?Porque é que estamos verdadeiramente nesta posição? Como é que é possível estarmos a atravessar uma crise dramática e a oposição se centrar em demagogias políticas e conversas de café esquecendo as necessidades urgentes do país? Como é que é possível que num país que sofra de asfixia e que não seja um estado de direito (palavras de Paulo Rangel) o Primeiro Ministro, enquanto elemento fulcral da nossa sociedade, não seja protegido, e veja as suas conversas privadas publicadas na praça pública logo após ordem judicial para destruir os suportes que continham essas conversas?
Estamos perante uma grave e deliberada descredibilização do nosso sistema político e jurídico, orquestrado unicamente com objectivos pessoais.
Como é que é possível que uma pessoa que pretende ter altas responsabilidades políticas a nível nacional se associe a esta campanha e que inclusive não se coíba de prejudicar o bom nome do nosso país junto da União Europeia para atingir os seus objectivos?
Ser candidato a líder do maior partido da oposição implica responsabilidades acima de tudo para com o seu país, não é incentivando uma crise política que conseguiremos superar as dificuldades que se nos apresentam no futuro próximo.
Eu, claramente, opto por viver num país que não estando bem, não está tão mal, nem tão imoral como nos é feito acreditar por quem tem objectivos paralelos e por quem não se preocupa com Portugal ou com os seus cidadãos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Nossa Educação!


A Educação é um processo continuo, os resultados não aparecem no imediato e qualquer alteração que se faça tem o seu tempo de maturação. Há coisas que estão mal, mas não temos uma escola como tínhamos há 40 anos.

Um Partido de Esquerda


O PS tem o dever de se aproximar das populações. Para o fazer deve de afirmar os seus ideais de esquerda, deve lutar pelos mais desfavorecidos e apresentar um projecto credível para a economia.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Adopção por casais compostos por pessoas do mesmo sexo


A adopção antes de ser um acto em que um adulto, enquanto pessoa singular, ou um casal, enquanto família, aceitam cuidar de uma criança, é um direito que qualquer criança tem a ter uma família, a receber o carinho dos que a rodeiam, dos que pretendem cuidar dela.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Ferrovia Como Motor Económico



A ferrovia é muito importante para o concelho do Entroncamento e para o distrito de Santarém, é o nosso motor económico. Esperamos que o TGV assim como uma aposta forte na ferrovia traga melhores condições para a economia local e regional.

Rescaldo

Ontem, na minha terra, tive um dia de emoções fortes. Se por um lado me senti muito feliz pois foi dado um passo histórico no caminho certo. A eleição do meu grande amigo Hugo Costa como presidente da Federação Distrital de Santarém da JS é um acontecimento importantíssimo para a estrutura. Por outro senti, constantemente, um misto de tristeza e de dever cumprido pois este foi mais um passo na minha saída da Juventude Socialista. Um abraço a todos os que trabalharam comigo e que permitiram que eu desse sempre o máximo de mim.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Festas Felizes!!!!


Estamos numa época em que os melhores sentimentos humanos vêm à tona, o que nós temos de melhor parece imperar. Embora não seja apenas nesta quadra que estes sentimentos devam aparecer, devendo o amor, o carinho, a dedicação ao bem estar do póximo ser algo pelo qual a nossa sociedade deve pautar o seu dia a dia.

Festas Felizes!!!!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Saída de Paulo Bento

Hoje é um dia triste para a família leonina... Com a saída de Paulo Bento o Sporting fica mais pobre. Mais pobre de espírito, pela pessoa de valores que é o Paulo Bento, mais pobre tecnicamente, não são todos os treinadores que conseguem levar uma equipa com parcos recursos financeiros, comparativamente com o Benfica ou o Porto, quatro anos seguidos à liga dos campeões e aos resultados em Portugal e na Europa que conseguiu.

Se o Sporting já tinha problemas graves, problemas financeiros, problemas de falta de apoio à equipa, problemas de resultados, etc., então agora junta-se-lhe mais um, a falta de um treinador.

Não tendo o Sporting dinheiro para se reforçar em Janeiro, então também não o tem para ir contratar um treinador tão bom ou melhor que o Paulo Bento. Mas mesmo que consiga apresentar uma proposta a um treinador de qualidade, quem é que quer vir para Alvalade com o cenário que se lhe apresenta? Falta de recursos financeiros, falta de um plantel de qualidade elevada e nivelada e com os adeptos que temos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Oposição precisa-se!

Efectivamente a oposição em Portugal não pára de me surpreender. As posições públicas que foram tomadas pelos vários partidos da oposição aquando da apresentação do programa de governo na Assembleia da República mostra no mínimo irresponsabilidade.

Quando o Partido Socialista, depois de ter vencido as eleições legislativas, tentou encontrar consensos junto da oposição, no sentido de dar a Portugal a estabilidade governativa que o país precisa para os próximos quatro anos, encontrou as portas da oposição fechadas.

Agora que o Partido Socialista apresenta o seu programa a oposição vem fazer um escândalo. Não será normal o partido que venceu as eleições apresentar o programa que ganhou as eleições como programa de governo? A população não compreenderia se o PS viesse agora governar com o programa do CDS, do BE ou ainda do PSD, quando estes foram derrotados nas eleições.
Esta oposição mostra falta de visão democrática remetendo a decisão da população para segundo plano e mostra falta de visão política e de trabalho quando deixa o futuro do país para trás inviabilizando desde o primeiro momento a estabilidade governativa.

sábado, 26 de setembro de 2009

Educação... o Futuro de Portugal!

A escola em Portugal está a mudar, que ninguém tenha dúvidas, e está a mudar para melhor. Todas as mudanças implicam algumas rupturas, algum descontentamento. Quando se mexe com interesses instalados há décadas é natural que as pessoas se sintam descontentes e que até se cometam algumas injustiças. Tenho de admitir que algumas partes do processo poderiam ter sido conduzidas de outra forma.

Não obstante o referido anteriormente, era urgente instaurar no nosso sistema educativo um regime de avaliação que valorize quem efectivamente dá aulas.

Nesse sentido, e admitindo algumas fragilidades no regime de avaliação em vigor, devo realçar que este modelo se apresenta como uma defesa para os professores que trabalham e sempre trabalharam para os alunos. Agora temos um modelo e esse modelo pode, juntando os intervenientes, Ministério da Educação e Professores, ser melhorado, possibilitando que todos nós professores possamos ter uma carreira mais justa.

Paralelamente à requalificação da carreira docente assistimos também a um reforço do papel do professor no ensino e na educação do aluno, reforço este que todos nós nos devemos orgulhar.

Tendo a escola a responsabilidade social que todos lhe reconhecemos, era criminosa a atitude que esta tinha perante o acompanhamento que dava, leia-se não dava, aos jovens.

Numa sociedade em que os pais entram ao trabalho às 8 ou 9h da manhã e saem às 18 ou 19h da tarde, permitir que os jovens andassem na rua entregues à sua sorte, porque só tinham aulas até ao almoço ou porque um professor não podia dar a sua aula, era uma realidade desenquadrada das necessidades sociais e como tal não poderia continuar.

Foi esta realidade que se combateu, foi nesse sentido que os horários foram estendidos no 1º ciclo, incluindo as actividades extracurriculares, como a Educação Física ou o Inglês, assim como se criou a figura das aulas de substituição.

Agora temos os nossos alunos mais acompanhados o que permite que os pais estejam mais descansados nos seus locais de trabalho sabendo que os seus filhos estão bem acompanhados por profissionais competentes.

Ao mesmo tempo que tudo o referido anteriormente acontecia nas escolas, durante a legislatura preconizada pelo Engenheiro José Sócrates assistiu-se ainda à correcção de um erro histórico. Falo da aposta assumida em revitalizar e apoiar incondicionalmente o ensino profissional. Hoje cerca de 50% da oferta formativa em Portugal prende-se com esta área de ensino.

Desta forma foi possível motivar milhares de jovens para os estudos, dando-lhes uma opção de vida, permitindo-lhes que apostem numa carreira profissional desde cedo e que permite que durante os seus estudos possam ver a sua profissão nascer.

Um outro ponto onde crédito tem de ser dado a este governo prende-se com o investimento feito na requalificação do parque escolar tanto do pais como do distrito. As alterações ao parque escolar em Benavente, Salvaterra de Magos, Tomar, Ourém e Abrantes constituiu um investimento de 56 milhões de euros.

Este investimento associado ao programa E-escola/ Magalhães, reconhecido a nível internacional, permitiu colocar as nossas escolas, assim como os nossos alunos, na vanguarda do ensino.

Temos de admitir que muito há para fazer na utilização das novas tecnologias no espaço escola por forma a maximizar as suas potencialidades, mas a realidade é que neste momento essa tecnologia já está disponível enquanto que há quatro anos era apenas um sonho.

É por tudo isto, e também por sentir que cada vez mais os alunos gostam da escola, que cada vez mais se verifica uma menor taxa de abandono escolar e que ano após ano a taxa de reprovações é menor, que tenho orgulho em ser professor, em ser parte activa neste processo que apenas tem como consequência Avançar Portugal.